Projeto Oferece Cursos Grátis


Com o intuito de realizar um projeto social que atendesse a população carente, um grupo formado por oito empresas nas áreas de construção civil, advocacia, marketing, metalúrgicas e outras – criou o programa Ponto de Equilíbrio, que oferece cursos gratuitos de informática, idiomas e profissionalizantes. Em quatro anos da existência, quase 30 mil pessoas já passaram pelo projeto.


Hoje o público não se limita apenas à classe humilde da sociedade, atendendo pessoas de todos os níveis econômicos. A idéia partiu do presidente do grupo e da Associação dos Advogados de Pirituba, Jomateleno dos Santos Teixeira, que criou, há quatro anos, os cursos que ele chama de “vivenciais” ___nas áreas de Direito, Medicina, Sexologia, Psicologia, e outras ___, onde o aluno se informa sobre os principais aspectos da profissão suas aplicações no dia-a-dia. Com o tempo, Jomateleno constatou que faltava uma profissão para esses interessados, e dois anos depois inseriu cursos de informática ao programa.

O projeto também serviu para o grupo de empresas Jomateleno, que estava tendo dificuldades em encontrar o mercado profissionais capacitados. As áreas de metalurgia, construção civil, contabilidade e Justiça são algumas opções dos cursos profissionalizantes oferecidos pelo Ponto de Equilibrio. “Depois que implantamos os cursos, passamos a captar profissionais que se formavam com a gente”, completa Jomateleno. Segundo o empresário, hoje os alunos se empregam no mercado com tanta rapidez que ficou difícil para o próprio grupo admitir novos funcionários. “Eles estavam acostumados a ganhar mal e muitas vezes não percebem que passaram a valer mais depois dos cursos, aceitando ser admitidos por baixos salários”, explica.

Desde junho deste ano, o projeto foi aprovado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), depois de uma fiscalização para constatar a seriedade e qualidade dos equipamentos e funcionários. Hoje é a entidade que fornece todos os certificados de conclusão dos cursos, uma média de 2 mil por mês.

A professora de informática Glaúcia Laurenti, há oito meses no Ponto de Equilíbrio, afirma que “os cursos não ficam devendo nada aos pagos”. Ela presenciou casos de pessoas desempregadas que conseguiram emprego logo depois de determinarem o programa. “É um trabalho bonito que realmente tem funcionado”, garante. A aluna Fabiana Pinheiro, de 16 anos, que faz os cursos de informática, diz que se surpreendeu com a qualidade. “Eu pensava que era muito rápido e superficial, mas já aprendi muito, de forma bem explicada”. Jomateleno conta que os cursos já se estenderam a pessoas de classes mais favorecidas. “Não fazemos distinção. Basta querer estudar”, diz. Hoje, o Ponto de Equilíbrio, já soma, em média, 5,5 mil alunos.

Os cursos são dados em cinco unidades da zona oeste. Em Setembro deste ano, o grupo fez um convênio com o Clube de Mães do Brasil para utilizar o prédio da Avenida São João – cedido pelo Ministério da Fazenda por 50 anos ao Clube – por cinco anos. Para isso, o local foi totalmente reconstruído. Jomateleno explica que seu trabalho é independente e faz questão de salientar: “Os cursos não tem qualquer envolvimento político ou religioso”.

Recentemente, o grupo assinou um contrato com a Febem, onde irá implantar seus cursos para todos os internos com mais de 14 anos, sem nenhum gasto para o Estado. As novidades deste mês ficam por conta do novo curso de Modelo e Manequim e da extensão dos horários e dias de funcionamento: agora os interessados podem ter aula em qualquer dia da semana (inclusive sábados, domingos e feriados) e em qualquer período (manhã, tarde ou noite). Dúvidas podem ser tiradas pelo telefone (011)876-3429, em horário comercial


Família Carente ganha cesta

Mesmo não tendo de pagar nada para fazer os cursos, algumas pessoas encontram dificuldades em freguentá-los por falta de dinheiro para o transporte, por exemplo. Para garantir que todos tenham acesso às aulas, o Ponto de Equilíbrio ainda oferece um projeto, chamado de Novo Dízimo, que distribui cestas básicas e vale-transporte para as famílias carentes que pretendem fazer os cursos mas não tem condições.

Para isso, todos os integrantes da família acima de 14 anos precisam estar fazendo algum curso do Ponto de Equilíbrio. Cada família recebe uma cesta mais vale-transporte por seis meses, tempo que Jomateleno considera suficiente para o desempregado se recolocar no mercado. “Não queremos que as pessoas fiquem na dependência dessa ajuda”, explica ele. “Se elas se dedicarem aos estudos, conseguem arrumar emprego”. Todas as famílias assistidas, que hoje somam 282, são fiscalizadas com o intuito de descobrir se elas realmente precisam de ajuda ou se estão empenhadas em procurar emprego. Jomateleno pode que os interessado em cooperar doem cestas, tornando-se “pais adotivos” por seis meses.

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